domingo, 12 de outubro de 2008

A imagem dos Cangaceiros para o povo nordestino


A mesma falta de consciência social que o cangaceiro tinha, o povo do sertão também tinha. Então, via no cangaceiro um sujeito poderoso, um homem forte que enfrentava a vida, que lutava e que vencia, e muitas mulheres, principalmente as mocinhas, se apaixonavam por esses tipos e acabavam entrando no Cangaço para seguir seus heróis e passavam a ser cangaceiras e assumiam o mesmo nível e ritmo de vida deles, inclusive as mulheres tiveram muita influência no Cangaço. Uma das mulheres que mais influência teve no Cangaço é a Dadá, mulher de Corisco, que ainda está viva, dá muita entrevista. Os depoimentos que existem sobre ela, apresentam-na como uma mulher de muita maldade e que influenciava muito no Corisco no sentido de cometer várias estripulias das que ele cometeu.
Por outro lado, existiam mulheres que eram apaziguadoras, como Maria Bonita, que continha muito Lampião e salvou a vida de muita gente.
A grande maioria entrava para o Cangaço de vontade própria, porque se apaixonava pela figura do herói cangaceiro.

sábado, 11 de outubro de 2008

Virgulino Ferreira da Silva


Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, nasceu em 7 de julho de 1897 na pequena fazenda dos seus pais em Vila Bela, atual município de Serra Talhada, no estado de Pernambuco. Era o terceiro filho de uma família de oito irmãos.
Em 1915, acusou um empregado do vizinho José Saturnino de roubar bodes de sua propriedade. Começou, então, uma rivalidade entre as duas famílias. Quatro anos depois, Virgulino e dois irmãos se tornaram bandidos. Matavam o gado do vizinho e assaltavam. Os irmãos Ferreira passaram a ser perseguidos pela polícia e fugiram da fazenda. A mãe de Virgulino morreu durante a fuga e, em seguida, num tiroteio, os policiais mataram seu pai. O jovem Virgulino jurou vingança. Ele formou seu bando e virou Cangaceiro. Grande estrategista militar, Lampião sempre saía vencedor nas lutas com a polícia, pois atacava sempre de surpresa e fugia para esconderijos no meio da caatinga, onde acampavam por vários dias até o próximo ataque. Apesar de perseguido, Lampião e seu bando foram convocados para combater a Coluna Prestes, marcha de militares rebelados. O governo se juntou ao cangaceiro em 1926, lhe forneceu fardas e fuzis automáticos. Lampião morreu no dia 28 de julho de 1938, na Fazenda Angico, em Sergipe. Os trinta homens e cinco mulheres estavam começando a se levantar, quando foi vítima de uma emboscada de uma tropa de 48 policiais de Alagoas, comandada pelo tenente João Bezerra. O combate durou somente 10 minutos. Os policiais tinham a vantagem de quatro metralhadoras Hotkiss. Lampião, Maria Bonita e nove cangaceiros foram mortos e tiveram suas cabeças cortadas. Maria foi degolada viva. Os outros conseguiram escapar.

Corisco


Corisco foi convocado pelo exército para servir, mas desertou em pouco tempo. Ele foi aliar-se ao bando de cangaceiros de Virgulino Ferreira da Silva (Lampião).Corisco era conhecido por sua beleza, seu porte físico atlético e cabelos longos deixavam-o com uma aparência agradável, além da força física muito grande, por estes motivos foi apelidado de Diabo Louro quando entrou no bando de Lampião.Corisco sequestrou Sérgia Ribeiro da Silva, a Dadá, quando ela tinha apenas treze anos. O ódio mais tarde virou um grande afeto. Ele ensionou ela a ler , escrever e usar armas. Eles tiveram sete filhos mais apenas três sobreviveram. Mais tarde, por desentendimentos ele saiu do bando do Lampiã e formou o seu. Mas quando soube que o grupo de Lampião foi captado e degolado e não gostou e quis se vingar. Mais tarde no governo de Getúlio Vargas e com sua lei, que obrigava os cangaceiros a se entregarem ele decidiu se render. Mas antes q acontecesse eles foram baleados, ´Dadá tendo que amputar a perna e Corisco morrendo no mesmo ano. Com a morte de Virgulino e Corisco o Cangaço perdeu as forças.

De onde veio o nome lampião


Existem várias lendas sobre o nome de Lampião. Nunca vai se saber porque Lampião. uma das lendas diz que quando ele se apresentou para entrar no bando de cangaceiros de Sinhô Pereira, aos 17 anos, ele foi fazer uma demonstração e para isso entrou em uma casa, saiu com o fuzil, pulou a janela e saiu atirando como se tivesse uma metralhadora. Para isso, ele usou um truque: amarrou um lenço na peça que puxa o disparador para trás, amarrou o lenço no cotovelo, de forma que quando ele acionava o gatilho, ao mesmo tempo armava a arma, então, atirava. Isso no Nordeste até hoje se chama "pulo do Lampião". No Nordeste, se fala: "você atirou em mim e eu te atiro no pulo de Lampião." Quer dizer, te dou 10 tiros de uma vez só. Então, ele pulou a janela e fez isso e realmente o fuzil funcionava como um metralhadora. Quando o cangaceiro viu ele pulando, disse: "Viche, parece um Lampião.", de tanta bala que saia. Essa é a lenda que existe sobre esse apelido.

O ferrador de gente.


Havia um negro no grupo de Lampião chamado Zé Baiano, um sujeito feroz, encarregado de ferrar as mulheres. Todas as mulheres de quem Lampião queria se vingar, por um motivo ou outro, ou quando um qualquer pagava para Lampião se vingar, essa mulher era aprisionada e entregue ao Zé Baiano, e ele tinha um ferro daqueles de ferrar boi e ferrava, na face, essas mulheres. E esse Zé Baiano, com toda sua ferocidade tinha uma amante e era conhecido, principalmente, pela volante, pela ternura com que tratava a amante, servindo comida para ela na boca. Então, é um negócio freudiano; assim, podemos ver como certas sutilezas sexuais acontecem até entre os machões cangaceiros. O Zé Baiano, que era esse feroz ferrador, e a amante dele, eles simulavam algumas brigas em que a mulher dele se fingia muito raivosa e o atacava com o chicote e o chicoteava na frente dos cangaceiros e ele chorava e gemia pelo chão.

Papel da mulher no bando dos cangaceiros


O papel das mulheres foi muito importante. Até 1928 Lampião não aceitava mulheres no bando, mas quando conheceu Maria Bonita mudou sua opinião e permitiu outras mulheres ali.

Há quem diz que Lampião começou aperder terreno por causa das mulheres, pois na hora de fujir elas ficavam pra trás limpando o acampamento. Era uma visão machista sobre as mulheres...Na realidade elas não tinham uma função específica. Interessante é que elas nao cozinhavam, era tão poucas no grupo que foram eexcluídas dessde trabalho. Cada dia um cozinhava. Outra coisa é que as mulheres não costuravam. Haviam grandes costureiros no grupo, um deles bem famoso chamado Luiz Pedro que morreu depois de tentar fujir. Não havia machismo no grupo dos cangaceiros, a não ser quando havia infidelidade .

As mulheres não carregavam nenhum punhal nem fuzil, apenas pistolas automáticas. Elas era muito jovens e várias tiveram filhos durante esse período. Na foto ao lado, Maria Bonita, mulher de Lampião.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Origem do termo "Cangaceiro"


Cangaceiro em suas origem, faz referência a palavra "canga", que era uma peça de madeira geralmete colcadas em muares ou animais de transporte. u seja, o nome faz uma alusão aos utensílios que eles traziam em seu corpo. Além disso, a idéia de que cangaceiro era um herói é meio precipitada pois havia alguns deles que prestava serviço a chefes políticos locais. Eles matavam os inimigos políticos da sua região.

Os cangaceiros também usavam roupas e chapéus de couro, pois andavam muito pela catinga. Este tipo de vegetação possui muitos espinhos e esta roupa fornecia proteção aos cangaceiros. Eles conseguiam fugir das autoridades pois conheciam muito bem a região da caatinga. Sabia como sobreviver lá, aonde conseguir água, plantas medicinais, etc.

Exemplos de Cangaceiros bem famosos são : Lampião, Antônio Silvino e Corisco.